Ivan

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Local: Maceió, Alagoas, Brazil

10.6.07

30.5.07

No corredor...

- Faaaala! Vamo pra aula?

- Você viu aquilo?


- Não precisava...

- Pois é.

- Mas porquê?

- Eu num sei...

- Bateu levou?

- Eu não bati.

- E então?

*Silêncio*

- Esquizo...

- O que é isso?

- Dividido.

- O quê?

- A personalidade.

- Isso é ruim?

- É... quer dizer, eu acho.

*Silêncio*

- Você foi o último de novo...

- É...

- Ruim?

- Triste.

- Mas agora você aprendeu.

- Já tinha aprendido.

- E agora?

- E agora o quê?

- O que você vai fazer?

- Nada.

- Engoliu calado...

- Você quer que eu surte?

- Não vale a pena...

- Então eu engulo calado.

- Tem razão.

- Vamo pra aula?

- Vamo.

Pior é o burro, que já nasce batizado!

23.3.07

Violência contra crianças e adolescentes: o papel do médico



Antigamente as punições físicas impostas por pais a seus filhos era uma prática comum e aceita socialmente. Hoje em dia os castigos físicos ainda são parcialmente aceitos pela sociedade, mas o uso de violência desnecessária já é recriminado. Os castigos, na maioria das vezes físicos, são tidos por alguns como fazendo parte da educação necessária para o desenvolvimento das crianças e adolescentes.

Os maus-tratos classificados como físicos, psicológicos e por negligência são geralmente praticados pelos pais da vítima. Em geral são crianças não desejadas, deficientes ou com transtornos de conduta. Já os maus-tratos sexuais têm como agressores frequentemente parentes, vizinhos e pessoas desconhecidas da família.

É comum que se cheguem aos pronto-socorros crianças e adolescentes vítimas de maus-tratos e, portanto, independente de qualquer lei, os profissionais de saúde envolvidos no atendimento a esses pacientes devem estar preparados para lidar com essa situação. O artigo 245 do Estatuto da Criança e do Adolescente determina que o médico seja legalmente responsabilizado caso não comunique às autoridades competentes casos possíveis ou confirmados de maus-tratos.

Portanto é de suma importância que o médico saiba reconhecer uma vítima de maus-tratos que chega a seus cuidados. Os maus-tratos psicológicos e por negligência são difíceis de serem diagnosticados. Já os abusos físicos e sexuais são mais fáceis de serem reconhecidos.

Deve-se suspeitar de maus-tratos nos casos de lesões incompatíveis com a idade da criança, incongruentes com a história relatada, múltiplas lesos, lesões em áreas cobertas do corpo, com estágios diferentes de cicatrização e no caso de atraso entre o “acidente” e a procura por auxílio médico. Nesses casos o médico deve sempre documentar rigorosamente o prontuário do paciente, realizando, se possível, documentação fotográfica para que o caso possa ser notificado às autoridades competentes.


Conclui-se então que a capacitação e a ação do médico perante crianças e adolescentes vítimas de violência é, muito além de uma obrigação legal, uma obrigação moral. A violência existe e deve ser combatida, cada um fazendo a sua parte.


Ivan Batista Barros

2.10.06

Alagoas, o estado mais ridículo da nação

Essa manhã recebi uma notícia, no mínimo, engraçada. Alagoas elegeu Collor e deu maioria de votos a Lula. Mas por que isso é engraçado?

Veja... muitos alagoanos se orgulham de terem sido o único estado da nação a não ter eleito Lula em 2002 (a maioria dos votos alagoanos foram para Serra). Dizem isso em virtude do caos político que Lula implantou no país depois de eleito. Mas nós temos que observar que nas eleições de 2002 Lula era a grande esperança de um Brasil decente; das pessoas que não vendiam seu voto, a maioria apoiou Lula, quem pensava apoiava Lula. Alagoas apoiou Serra.

E hoje de manhã? Vi que, além de ter dado maioria de votos a Lula (num momento em que as pessoas conscientes abominam seu governo), o povo alagoano elegeu Collor. Sim, Collor! Não é engraçado? E pensar que o meu voto vale exatamente a mesma coisa do deles... que desalento!

30.9.06

Ser médico

Ser médico é uma escolha fácil de fazer, difícil de cumprir e muito complicada de honrar.

Embora os ganhos de um médico venham diminuindo cada vez mais, muitos jovens ainda decidem tentar a carreira da Medicina visando um futuro financeiro tranquilo. Outros escolhem por admiração à profissão, pela paixão que ela causa. Muitos aliam a vontade de ser à perspectiva de ganhar dinheiro. Por fim, outros nem gostam nem almejam os honorários, mas são forçados a entrar no curso de Medicina por pressão familiar.

Eu sempre fui apaixonado pelo fato de cuidar das pessoas, mas é bem verdade que a relativa segurança financeira solidificou meu desejo. Eu fiz minha escolha, não foi difícil.

Feita a escolha, a pessoa tem que se esforçar muito tanto para entrar no curso médico quanto para sair. Muitos momentos prazerozos são abdicados em favor da mesma. Muitas noites mal-dormidas, muitos dias estressantes, muitas decepções, muito cansaço físico e mental, grande sensação de nada saber, grande tristeza ao se ver impotente diante de tantos males, enfim, muitas e muitas pedras nesse penoso caminho.

Agora estou justamente nesse processo de tornar-me médico. Não foi fácil passar no vestibular. É difícil estar longe dos pais, do irmão, dos amigos, dos familiares. A rotina é penosa, muitas vezes um martírio. Mas tenho certeza que esforço é o que não falta para que eu consiga cumprir essa nobre função de ser médico.

Por fim, honrar essa profissão é talvez a parte mais complicada desse processo. Ver o paciente como se fosse a pessoa mais importante de sua vida. Ver que a comunidade também deve ser acompanhada, pois dessa forma se multiplica os benefícios do trabalho. Ter a consciência de que se deve ganhar para estudar e não estudar para ganhar. Enfim, saber que o médico é para ajudar o próximo, isto sim é muito complicado. Talvez pareça simples, mas não é.

Eu venho tentando conscientizar-me disso, apesar da cultura capitalista em que eu e todos nós (pelo menos a maioria) crescemos. Já coloquei na minha cabeça: Medicina não é meio, é fim. Não sei como serei no futuro, quando começar a atuar verdadeiramente como médico. Espero que eu, caso não possa ajudar muito, não atrapalhe a vida de ninguém. Espero que eu além de ter a honra de ser médico, seja um médico honrado.

Ivan Barros

27.9.06

Ilusão


A ilusão é um fenômeno muito interessante. Você vê algo, acredita que aquilo é verdadeiro e, normalmente, logo depois você percebe que o julgamento que você teve sobre determinada coisa estava errado, na verdade era outra.

Isso às vezes ocorre por acaso, mas às vezes é induzido. Quem não gosta de presenciar uma "mágica" feita por um ilusionista? Não é mágica, é ilusão. O ilusionismo é uma arte: encanta, engana.

Nós, como seres racionais que somos, sabemos dicernir o que é real do que é ilusão. Isso não ocorre na hora da ilusão, mas depois. Apesar disso, o ilusionista dificilmente nos revelará o truque, tentará nos convencer até o fim de que a ilusão é verdadeira.

De vez em quando aparecem uns ilusionistas em nossas vidas, eles fazem o truque e recusam-se a adimitir a realidade ilusória do fato. Cabe a nós refletir sobre quem tem a razão: o expectador que revela a ilusão ou o ilusionista que a nega. Mas como podemos emitir nossa opinião sem termos convicção de qualquer uma das partes?

Aí entra um fator muito importante: a credibilidade. Quem tem mais crédito? Em quem você pode confiar mais? Você pode até enveredar-se por um lado que lhe parece errado, mas se o caminho está certo, você está no rumo certo. Escolher um lado que parece certo sem saber aonde vai esse caminho é andar sem rumo. Quem anda sem rumo se perde. Só a experiência lhe dirá qual é o caminho correto, baseado nos lados antes escolhidos.

Estamos no caminho certo? Ótimo, é nele que vamos. A ilusão é passageira, os fatos são definitivos. Digo isso baseado em fatos. Quem quiser viver de ilusão que viva. Os fatos estarão sempre presentes no passado, esperando-nos, para que voltemos a seguir o caminho certo, o nosso rumo.

Ivan Barros

23.9.06

Um blog de pensamentos



Aderi à moda dos blogs... não sei se o que escreverei aqui será lido por alguém, mas escreverei mesmo assim. Escrever é bom pra ficar mais tranquilo com as idéias. Elas surgem muito rápido, algumas se perdem, mas sempre tem algo de que possamos falar.


Quanto ao título, este se refere à nossa busca incessante pelo conhecimento: não sentimos mais as emoções com o coração, agora é com o tálamo. E amanhã? Talvez seja com o DNA...

O engraçado é que nós avançamos sem, no entanto, conhecer razoavelmente o que vamos "deixando para trás". É como aquela vez em que os americanos da NASA gastaram milhões para desenvolver uma caneta que funcionasse no espaço sem gravidade, enquanto os russos usavam o lápis...

O que é o futuro senão o agora de amanhã? Pensemos então no hoje, pois assim estaremos pensando no tão vangloriado futuro. Deixemos de ser uns "sem-futuro" e sejamos uns "com-presente".

Um abraço a você que teve a paciência de chegar até este último parágrafo. Espero estar sempre deixando aqui minhas idéias, meus pensamentos. Até logo.

Ivan Barros